O QUE SÃO O B E O J DA SACERDOTISA?
Eles vêm da tradição do Templo de Salomão:
B = Boaz
J = Jachin
Eles representam dois princípios opostos que sustentam a realidade.
BOAZ (B) — o pilar da esquerda significa algo como força, receptividade, interioridade. É o pilar do feminino, do inconsciente, do corpo, do silêncio, do mistério e do “eu sinto, mas não explico”. Energia yin total.
JACHIN (J) — o pilar da direita significa algo como estabilidade, estrutura, exteriorização. É o pilar do masculino, da consciência, da linguagem, da ação e da forma, do “eu faço, eu digo”. Energia yang.
E A SACERDOTISA FAZ O QUÊ COM ISSO?
Ela não escolhe um dos dois, ela se senta ENTRE eles, isso é o ponto-chave. Ela não é nem ação, nem passividade, nem fala, nem repressão. Ela é o espaço onde a realidade ainda não colapsou em escolha, por isso ela guarda o véu.
O VÉU ENTRE B E J
O véu não separa o mundo espiritual do material, isso é leitura pobre. O véu separa o que já pode ser nomeado do que ainda está em estado bruto. A Sacerdotisa impede que você aja cedo demais, entenda cedo demais, exponha cedo demais, porque isso mata o mistério.
TRADUÇÃO PSICOLÓGICA
Quando essa carta aparece, ela diz “Ainda não é hora de ir pra Boaz (sentir tudo)
nem pra Jachin (agir/falar). É hora de sustentar a tensão entre os dois.” Isso é maturidade psíquica avançada.
NA SOMBRA
Quando a pessoa não aguenta essa tensão, ela foge pra Boaz e se afoga em emoção, ou foge pra Jachin e racionaliza tudo. A Sacerdotisa pede "fica no meio". Aguenta e respira.
RESUMÃO COM HUMOR
B e J não são “Beijo, já fui”, mas quando a Sacerdotisa aparece, ela basicamente diz:
“Não vai. Não explica. Não reage. Beijo, fica.”
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