domingo, 6 de agosto de 2017

Um dia qualquer quando começa

Acordei, abri a janela e o sol estava brilhando como de costume. No peito, nada me angustiava.
Justo eu que tinha feito a aposta mais pessimista do bolão. 
Belisquei pra confirmar. Eu estava ali e não sentia nada.
O dia andava como dizia o roteiro, brisa e céu azul. Muito estranho, até os passarinhos cantavam como se nada tivesse acontecido.
Não teve choro, não teve drama, nada. Nem uma teoriazinha da conspiração. 
A vida seguia adiante, e só.
É até triste. Você foi embora e tudo o que você deixou foi esse alívio.

Não deixe o samba morrer

Eu canto porque o coração batuca querendo viver.
E batucando esse peito, o canto sai de mim
Me dá vida
Sai pelo meu corpo em forma de dança
Alegria e também lamento
Choro minha mágoa e resgato a minha força de viver além da luta
Desacelero o passo da correria da vida
Pra dançar a cada passo do caminho
Ah, mas se o canto cala
O batuque do peito desespera, chora, grita e perde o sentido
Me perco a ponto de nem mais saber o que sou eu, ou quem, quem sabe.

Fechado para reforma

As vezes você chega de martelo na mão e cinco pregos na boca, animadão para pendurar um quadro novinho na parede do aprendizado.
Pega o lápis, risca aquela marquinha, se afasta, olha bem, aqui vai ficar ótimo
Tudo preparado, segura o prego no lugar, pega o martelo, prepara e... TAU
Acerta um cano.